O local de trabalho determina as tuas funções profissionais
Se queres ser terapeuta de dança, a primeira questão a considerar sobre a profissão é a responsabilidade que um cargo realmente implica. As possíveis áreas de trabalho incluem instituições clínicas, de reabilitação e psicossociais. As diferentes áreas de atuação da terapia pela dança não correspondem a perfis profissionais intercambiáveis.
Num grupo de tratamento, por exemplo, o teu contributo pode consistir em apoiar os objetivos acordados através do trabalho com o movimento e em partilhar observações relevantes nas reuniões de análise de casos. Num serviço psicossocial, o foco da função pode estar mais na participação e nas oportunidades de contacto. Por isso, a mesma designação profissional não indica, por si só, se trabalhas com autonomia no tratamento, colaboras sob orientação especializada ou coordenas um serviço que não é de natureza terapêutica.
O trabalho diário inclui tarefas antes e depois da sessão de movimento. Têm de ser consideradas as limitações de cada pessoa, documentada a evolução, mantida a articulação com outros profissionais e identificadas as situações que ultrapassam a tua área de responsabilidade. Um exemplo concreto: o afastamento repetido é, antes de mais, uma observação, não um diagnóstico. A decisão de adaptar o serviço ou de dar conhecimento à equipa de tratamento depende do objetivo e do contexto. Os dados pessoais só são partilhados dentro dos limites permitidos.



